20 erros de português que todo profissional deve evitar

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Entenda, por meio de exemplos, como não “escorregar” no uso da norma culta.


Que a língua portuguesa é rica em detalhes não é preciso muito contato para perceber, não é mesmo? Em meio às minucias, profissionais de várias áreas que não se relacionam diariamente com a escrita, muitas vezes, não se recordam das regras gramaticais e acabam cometendo alguns “deslizes” durante a comunicação.

A partir disso, tendo em vista que a comunicação tem ganhado cada vez mais destaque não só nas empresas como também nas relações de negócio ao longo dos anos, confira 20 erros de português que todo profissional deve evitar.

1. “Há” ou “a”.

Do verbo haver, “Há” indica passado e pode ser trocado por “faz”.

Por exemplo: Nos cumprimentamos há cinco anos; Nos cumprimentamos faz cinco anos.

O “a”, por sua vez, refere-se à distância ou a um momento futuro.

Por exemplo: A escola mais próxima fica a 12 quilômetros; Os debates presidenciais acontecerão daqui a alguns dias.

2. “Mal” ou “mau”.

“Mal” é o contrário de “bem”, ao passo que “mau” é o contrário de “bom”. Ao ter dúvida na utilização, recomenda-se trocar o advérbio pelo seu oposto e observar qual faz mais sentido.

Por exemplo: O professor passou o dia de bom humor; O professor passou o dia de mau humor.

3. “Tem” ou “têm”.

Ambos fazem parte da conjugação do verbo “ter” no presente. Entretanto o primeiro é usado no singular, e o segundo no plural.

Por exemplo: O jogador tem medo de altura; Os jogadores têm medo de altura.

4. “Entre eu e você”.

O certo, para a norma culta, é usar “entre mim e você” ou “entre mim e ti”. Após a preposição, deve-se usar “mim” ou “ti”.

Por exemplo: Entre mim e você não há problemas.

5. “Ao invés de” ou “em vez de”.

“Ao invés de” significa “ao contrário” e deve ser usado somente para expressar oposição.

Por exemplo: Ao invés de virar à direita, virei à esquerda.

Já “em vez de” possui significado mais abrangente e é utilizado sobretudo como a expressão “no lugar de”. Entretanto também pode ser usado para exprimir oposição, razão pela se qual recomenda usar “em vez de” caso esteja na dúvida.

Por exemplo: Em vez de ir sozinho para o show, fui acompanhado.

6. “Mais” ou “mas”.

“Mas” é conjunção adversativa e significa “porém”, ao passo que “Mais” é advérbio de intensidade.

Por exemplo: Adicione mais dedicação se quiser conseguir; Gostaria de ter comprado, mas não tinha dinheiro.

7. “Onde” ou “Aonde”.

Onde corresponde a um lugar em que alguém ou alguma coisa está. Mostra permanência. Aonde se refere ao lugar para onde alguém ou alguma coisa vai. Indica movimento.

Por exemplo: Já decidimos aonde iremos; Onde coloquei meu relógio?

8. “Anexo”, “Anexa” ou “Em anexo”.

Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que corresponde.

Vários gramáticos condenam a locução “em anexo”; motivo pelo qual se deve dar preferência à forma sem a preposição.

Por exemplo: Seguem anexas as fotos solicitadas.

9. “Ao encontro de” ou “De encontro a”.

“Ao encontro de” dá noção de harmonia e “De encontro a” transmite ideia de oposição.

Por exemplo: Os eleitores estão satisfeitos, porque a atitude do candidato veio ao encontro do interesse público.

10. “Senão” ou “Se não”.

Senão significa “a não ser”, “caso contrário”, ao passo que “Se não” é utilizado nas orações subordinadas condicionais.

Por exemplo: Se não prestar atenção, não irá entender; Nada fazia senão reivindicar.

11. “Meio” ou “Meia”.

A palavra “meio” é invariável ao ser usada no sentido de “um pouco”. Já como numeral, concorda com o substantivo.

Por exemplo: A atriz estava meio abalada com a notícia; O menino comeu meia melancia.

12. “A fim” ou “Afim”.

A expressão “a fim de” dá ideia de finalidade, enquanto “Afim” é um adjetivo e significa semelhança.

Por exemplo: Eles têm pensamentos afins; Ele compareceu a fim de ajudar as pessoas.

13. “Assistir ao” ou “Assistir o”.

No sentido de ver, o verbo assistir exige a preposição “a”.  Já com o sentido de prestar assistência, ajudar, não há necessidade da preposição.

Por exemplo: A garota assistiu ao filme sozinha; O médico assistiu o paciente.

14. “Perca” ou “perda”.

Perca e perda não se confundem.  O primeiro é verbo, ao passo que o segundo é substantivo.

Por exemplo: Não perca as oportunidades; Há muita perda de recursos com a corrupção.

15. “Trás” ou “Traz”.

Trás corresponde a parte posterior. Traz é a conjugação do verbo “trazer” na 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo.

Por exemplo: O jovem olhou para trás enquanto corria; A secretária sempre traz doces para o chefe.

16. “A gente” e “agente”

E aí junto ou separado? A lógica é simples: se trouxer o mesmo sentido que “nós”, é separado; se corresponder a profissão (Agente Smith do filme Matrix por exemplo), é junto. Assim, todo cuidado é pouco.

Por exemplo: Agente Smith é um dos personagens do filme Matrix; Por que você não ajuda a gente a ter mais resultados?

17. “Perca e “perda”

“Perda” é substantivo, ao passo que “perca” é verbo. Ou seja: se puder adicionar artigo antes (uma perda ou a perda), aí não será com “C”, certo?

Por exemplo: Não perca o desconto: compre até hoje à noite; Paula está triste, pois a perda da mãe a abalou demais.

18. “Eminente” e “Iminente”

“Eminente” é algo superior, notável, sublime, importante. Já “iminente” corresponde a algo imediato, próximo, prestes a acontecer.

Por exemplo: Hoje é dia da palestra do eminente ministro João; O perigo de guerra entre as duas nações é iminente.

19. Vocativo

O vocativo é um termo separado do resto da oração, útil para se dirigir à pessoa com quem se conversa (ao interlocutor). Esse elemento necessita vir isolado dos demais por vírgulas.

Por exemplo: Essa será uma questão pessoal (sem vocativo) / Esse será uma questão, pessoal (com vocativo); Você já conversou com meu amigo Júlio? (sem vocativo) / Você já conversou com meu amigo, Júlio? (com vocativo).

20. “Isto é” e “ou seja”

Expressões explicativas, tais como “isto é”, “ou seja”, “ou melhor”, “a propósito” também necessitam ficar separados na oração.

Por exemplo: Esta promoção, a propósito, é realizada duas vezes por ano; A cidade maravilhosa, isto é, o Rio de Janeiro continua recebendo muitos turistas.

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