Insônia: impactos na produtividade e qualidade de vida

Postado em: Categorias: Social insonia

O assunto de hoje sempre foi abordado e existem inúmeros estudos, pesquisas e materiais publicados sobre o tema. Porém, o isolamento trouxe à tona muitas discussões relacionadas ao comportamento, saúde emocional, psíquica e fisiológica. Para se ter uma ideia, questões como a Insônia e tantas outras, que abordam a saúde, contágio, solidariedade, vacina e o que fazer em isolamento, lideram o ranking de pesquisas de busca no Google. Acompanhe o post de hoje!

 

 

Conforme divulgou o site Tecmundo, com a confirmação de casos de Covid-19 no Brasil, o Google registrou um aumento significativo nas pesquisas sobre o assunto, que levou à construção de uma página específica para abordar o tema. Através da plataforma Trends, desde março o Google divulga quais são as principais dúvidas relacionadas ao vírus, assim como os conteúdos mais pesquisados por brasileiros sobre a Covid-19 e a quarentena. Além disso, a aplicação mostra o cenário de interesse pelo conteúdo, em todo o mundo.

 

 

A insônia, fortuita ou contínua, é considerada um transtorno provocado pela dificuldade em dormir ou perdurar o sono. A qualidade do sono é indispensável para refazer toda a energia utilizada no decorrer do dia. Por isso, interromper as horas de sono ou até mesmo não respeitar os limites do corpo podem ser prejudiciais para a saúde física e mental. Sendo assim, o problema está diretamente ligado à produtividade e pode-se dizer que está presente em todas as áreas da vida, não só relacionado à vida profissional. 

 

 

É bem claro que a nova maneira de viver em sociedade nos trouxe uma certa ansiedade e incerteza. Essas emoções, quando acumuladas e somadas a outras sensações, podem desencadear desequilíbrios. No caso, a insônia é um desses pormenores que podem vir a fazer parte da rotina das pessoas, acarretando outros problemas, como falta de disposição, baixa imunidade, baixa memorização e baixa concentração, entre outros. O isolamento social tem sido fator primário para problemas do distúrbio do sono, isso porque, somado à preocupação, insegurança, medo do por vir e, até mesmo, aos impactos causados na economia, gera incerteza e exacerba o problema.

 

 

 

É importante, apesar de todas as mudanças que tivemos em nossa rotina, recuperá-la e seguir a nova organização deste cotidiano. Muitos realmente tiveram alterações significativas em sua rotina, seja no trabalho ou em casa. A preocupação, que envolve viver essa experiência de isolamento e o medo do contágio, pode comprometer o andamento dos compromissos. Ir em busca de alternativas, como ler, meditar, praticar atividades físicas que não comprometam a própria segurança, são arquétipos positivos para auxiliar no retorno do equilíbrio emocional e mental.

 

 

 

Os especialistas afirmam que cada indivíduo tem a sua necessidade de horas de sono, portanto, varia de pessoa para pessoa. Deve-se levar em conta, também, algumas características como: idade, gênero, atividade profissional e estado de saúde. As instruções médicas são claras e dizem sobre como devemos dormir ao menos cerca de 6 a 8 horas diárias de sono. Portanto, dormir é tão importante quanto alimentar-se bem, pois é uma necessidade fisiológica que pode alterar toda a funcionalidade do nosso organismo e influenciar, também, no funcionamento do nosso sistema imunológico.

 

 

 

Vale lembrar que, apesar de estarmos citando a pandemia e o isolamento social como alguns dos indícios da falta de qualidade do sono, é preciso levar em conta que fatores ambientais têm muita influência na qualidade do sono. Contudo, os sintomas podem ser provocados por outros problemas, sejam físicos ou psíquicos, e somente o profissional da área da saúde poderá investigar as reais causas do distúrbio. Em muitos casos, a insônia é um sintoma ocasionado por outros transtornos, como a ansiedade, o Burnout (distúrbio psíquico de característica depressiva, seguido de esgotamento físico e mental intenso), estresse e transtornos de humor.

 

 

 

A psicóloga Tatiana Sabina, atraída pela psicologia positiva cognitiva, acredita em todas essas dicas; mas, para ela, o assunto vai mais além. Ao utilizar a terapia cognitiva, por exemplo, o psicólogo pode ajudar o paciente a eliminar as crenças e atitudes que atrapalham o seu sono, assim como resgatar maneiras de encontrarmos nossas paixões, missão, projetos e direcionar esta energia a continuarmos buscando o que queremos.

 

 

 

‘A insônia pode ser causada por inúmeros fatores diferentes e o indivíduo só conseguirá fazer algo assertivo para melhorar a qualidade do sono quando descobrir a causa. O estilo de pensamento voltado para a preocupação é poderoso em prejudicar a indução do sono, além de todos os processos mentais, que podem, inclusive, gerar ansiedade. Nosso corpo fica tenso e ativo, liberando hormônios que dificultam o “desligar”, bloqueando o descanso físico e mental’, conclui a psicóloga.

 

 

Segundo a profissional, existem ferramentas comportamentais para ajudar a pessoa a permanecer no aqui e agora, pois a insônia nos leva ao passado e ao futuro, nos tirando do “aqui e agora”.

 

 

Para manter a qualidade do sono e a produtividade, em especial neste período de isolamento social, a Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)elaborou um material exclusivo, que trata sobre o assunto e dá dicas para melhorar o funcionamento do sono. Veja, a seguir, as informações elaboradas pela SBP.

 

Organizando o tempo

De acordo com material elaborado pela SBP, é importante ter uma Agenda diária para o padrão de sono, com as seguintes informações:

Hora de acordar: definir alarme, ignorar o botão soneca e ter um horário fixo para começar a agenda de atividades todos os dias. 

Tempo de descanso pré-sono: este é um momento importante para relaxar e se preparar para dormir. Pode envolver coisas, como uma leitura leve, alongamento e meditação, juntamente com os preparativos para a cama, como vestir pijamas e escovar os dentes. Dado o estresse da pandemia de coronavírus, é aconselhável evitar notícias e vídeos, sobre este tema, próximo ao horário de dormir.

Hora de dormir: escolher um horário consistente para realmente apagar as luzes e tentar adormecer.

 

Você sabia?

Além da higiene corporal, temos a higiene do sono.

Pois bem, existem cuidados com a higiene do sono, e a Sociedade Brasileira de Psicologia elencou diversos fatores, como:

 

 

  • Reservar a cama para dormir;
  • Manter uma dieta saudável; 
  • Trocar, com frequência, a roupa de cama.

 

 

Ainda de acordo com manual da SBP, é preciso atentar-se a alguns detalhes, que podem prejudicar o sono. Confira:

 

  • Cuidar dos cochilos: com o isolamento, os indivíduos ficam tentados a tirar mais sonecas. Embora uma soneca curta no início da tarde possa ser útil para algumas pessoas, é melhor evitar longos cochilos no final do dia, que possam prejudicar o sono noturno. O ideal são 20 a 30 minutos de cochilos, logo após o almoço.
  • Ver a luz: a exposição à luz desempenha um papel crucial para ajudar nosso corpo a regular o sono de maneira saudável. Ao lidar com o isolamento, a incerteza da volta à normalidade, a interrupção da vida diária e os estresses e ansiedades frente à pandemia, oriente medidas para que as dicas baseadas em luz tenham um efeito positivo no padrão de sono dos indivíduos. Portanto, oriente que os indivíduos passem algum tempo fora de casa com luz natural, ou seja, saiam até o quintal, jardim ou porta de casa para se submeterem à luz solar. 

 

Abrir Janelas: abrir janelas e persianas para deixar a luz entrar em na casa durante o dia.

 

 

Tempo de exposição às telas dos dispositivos eletrônicos: Verificou-se que a luz azul, produzida por dispositivos eletrônicos, como telefones celulares, tablets e computadores, interfere nos processos naturais de promoção do sono do corpo. 

 

 

 

O excesso de tempo na tela, especialmente no final da noite, não apenas estimula o cérebro de maneira que dificulta o relaxamento, mas a luz azul das telas pode, também, suprimir a produção natural de melatonina, um hormônio que o corpo produz para sinalizar a promoção do sono noturno. Ou seja, evitar o uso desses dispositivos por uma hora e meia antes de dormir é a orientação, somada às dicas de uso das configurações do dispositivo ou aplicativos especiais, que reduzam ou filtrem a luz azul.

 

 

 

Permaneça ativo: é fácil ignorar o exercício com tudo o que acontece no mundo, mas as atividades diárias regulares são essenciais para a saúde e para promover o sono de qualidade à noite. Há vários estudos mostrando relações fisiopatológicas entre falta de exercício físico e alteração de sono. Entretanto, a dica é não se exercitar poucas horas antes de dormir, porque a estimulação do esforço físico pode dificultar o início do sono.

 

 

 

Relaxamento: encontrar maneiras de relaxar pode ser uma ferramenta potente para melhorar o sono. Respiração profunda, alongamento, ioga, meditação de atenção plena, música relaxante e leitura tranquila são apenas alguns exemplos de técnicas de relaxamento que podem ser incorporadas às rotinas diárias. Aplicativos para smartphone, como Headspace e Calm, possuem programas projetados para pessoas novas em meditação e podem servir de apoio. 

 

 

 

O estresse elevado e a sobrecarga de informações podem manter a mente acelerada. Evite noticiários e filmes violentos à noite, pois podem elevar a resposta do sistema de excitação do corpo, provocando insônia.

 

 

 

Aproximação com família e amigos: agendar chamadas telefônicas ou de vídeo com amigos e familiares ajuda a manter o vínculo e tranquiliza a mente por saber que todos seguem bem e com saúde.

 

 

 

Agora, com todas essas informações e dicas, tente alimentar sua mente de pensamentos positivos e siga com seus objetivos, traçados anteriormente à pandemia. É possível que estes precisem de adaptações para sua concretização, mas não será motivo para desistir. Cuide-se e siga em frente!

 

 

 

 

 

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